terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Exercícios (17/01/12 - 20/01/12)

Por transtornos com minha internet, não pude postar um exercício! Espero que não aconteça novamente!
Deixe suas respostas nos comentários!
Deixarei as respostas nos comentários dia 20/01/12.

Com qual peça as pretas devem capturar a torre?
Porque?

Brancas jogam e dão mate em 3 lances

Brancas jogam e dão mate m 2 lances

Brancas jogam e dão mate em 2 lances

Brancas jogam e dão mate em 2 lances

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Exercícios (11/01/12 - 14/01/12)

Deixe suas respostas nos comentários!
Deixarei as respostas nos comentários no dia 14/01/12.

Brancas jogam e dão mate em 3 lances

Pretas jogam e dão mate em 3 lances

Indique o lance das pretas que causará o empate


Brancas jogam e dão mate em 1 lance 

Brancas jogam e dão mate em 2 lances

domingo, 8 de janeiro de 2012

Exercícios (08/01/12 - 11/01/12)

Deixe suas respostas nos comentários!
Deixarei as respostas nos comentários dia 11/01/12.
                                                   
                                         
                  Brancas jogam e dão mate em 3 lances

Pretas jogam e dão mate em 3 lances

Brancas jogam e dão mate em 3 lances

Brancas jogam e dão mate em 2 lances

Brancas jogam e dão mate em 3 lances

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Exercícios (05/01/12 - 08/01/12)

Deixe suas respostas nos comentários!
Deixarei as respostas nos comentários no dia  08/01/12.


   Brancas jogam e dão mate em 2 lances

Brancas jogam e dão mate em 3 lances

Brancas jogam e dão mate em 3 lances

 Por que as brancas não podem dar mate?

Indique o lance salvador das pretas

Magnus Carlsen - A Marca de Um Gênio

Todos somos capazes de alcançar o que queremos e Magnus Carlsen é um excelente exemplo!
Magnus hoje tem 21 anos e com 13 anos já vencia grandes nomes do Xadrez, como o russo Anatoly Karpov (campeão mundial por 10 anos 1975-1985) chegou a empatar nesta época, até com o melhor jogador de todos os tempos, o russo Garry Kasparov.


entrevista a seguir foi coletada dos links abaixo:
http://chessbase.com/newsdetail.asp?newsid=7778



Com apenas 21 anos Magnus Carlsen já é um grande mito do xadrez, assumiu a ponta do ranking da FIDE e cada vez mais de distancia dos outros jogadores, está a trinta pontos de rating do número 2 do mundo Levon Aronian (2805) e 34 pontos do terceiro colocado Vladimir Kramnik. O atual campeão mundial está na quarta colocação e tem menos de 2800 (2799). O fato é, Carlsen está a apenas 16 pontos da maior marca alcançada por um jogador, no caso, seu ex-tutor Garry Kasparov chegou a 2851 no ano de 2000. Com o jovem tão em alta, fomos buscar uma belíssima entrevista no qual o prodígio trata de diversas temáticas e abre um pouco mais da sua história, desconstruindo mitos e falando de sua relação com Kasparov, sua preparação para os torneios entre outras coisas. A entrevista é um pouco extensa, mas tentamos ao máximo ser fidedignos na tradução do texto, acompanhem:


Magnus Carlsen - "Eu não entro nos esquemas usuais"
Entrevista do site ChessPro.ru

Após o Memorial Tal em Moscou, Magnus Carlsen deu uma longa entrevista publicada no dia 22/12. Valeu a pena esperar, pois ela oferece uma visão notável sobre o que faz ele se destacar no mundo do xadrez. Carlsen fala sobre sua preparação com os computadores, da cooperação de Garry Kasparov, entre outras coisas mais.

Carlsen falando de si: 
Eu sou um jogador de xadrez profissional, e por isso, devo fazer tudo o que sou capaz de cumprir frente ao meu potencial. Gosto de ganhar e me esforço para os melhores resultados possíveis . Ao mesmo tempo, eu ainda consigo ter muita diversão com o jogo! Durante uma partida deixo de pensar sobre o resultado, pois eu fico muito encantado com o que está acontecendo no tabuleiro.
Em termos deste torneio recordo dois jogos - contra Gelfand e Kramnik. Eu simplesmente adorei quando chegamos a posições não convencionais! Se cada jogo pudesse ser tão interessante quanto esses seria bom. Mas o xadrez, infelizmente, não consiste apenas de criatividade.


Qual seria a sua atitude frente a estes dois jogos, se não tivessem terminado tão bem para você a partir do ponto de vista do resultado?
O resultado é sempre importante, é claro, mas eu estou falando sobre a obtenção de prazer do jogo.

Você está falando sobre o prazer abstrato do jogo ou sobre a capacidade de transformar o curso do jogo em seu favor?
Acima de tudo eu gosto de resolver as tarefas não convencionais no tabuleiro. Talvez por isso eu realmente não goste de estudar a abertura - tudo começa de uma certa posição.

Sobre seu trabalho no xadrez Quanto tempo você dedica ao xadrez?
É difícil para eu falar. Quando estou em um torneio ocupo todo o meu tempo. Nesse ponto eu fico 100% focado no jogo. Desligo a televisão, telefone, não existo para ninguém. Quando estou em casa, se eu não tenho uma sessão de treinamento e não há torneio próximo, eu não estudo de xadrez todo o tempo.

E você como mantém sua "condição desportiva"?
Bem, eu vejo coisas que tomam o meu interesse. Faço download de jogos recentes. Eu não sei, nada específico. É difícil falar sobre qualquer trabalho segmentado. Pode parecer estranho, mas eu aprendo muitas coisas simplesmente por olhar para os jogos. Eu não analiso-os, eu não uso os engine, apenas percorro-os um por um, olhando para novas idéias, que trazem...

Você acha que tem um talento específico de xadrez?
Eu não sei. Todo mundo tem um monte de talentos diferentes. Provavelmente eu tenho algo assim, mas eu não posso ter 100% de certeza.  

Sabe-se o que é?
Eu só posso julgar em termos do que os outros dizem sobre mim. Quando eu tinha uns 12-13 anos muita gente disse que eu tinha um talento grande no xadrez, que eu me transformaria em um grande jogador. Nesse ponto eu basicamente não me incomodava se eu havia me tornado um jogador forte ou não - eu simplesmente joguei e gostei ...
Na verdade é muito difícil determinar quem é mais talentoso e quem é menos. Ou quem vai se tornar um jogador de xadrez realmente grande, e quem não vai.

Ainda me lembro da cena com Alexander Nikitin, treinador de Kasparov, que em um dos primeiros "Aeroflots" estava ao lado de sua mesa e testemunhou você esmagar Dolmatov em 20 movimentos. Ele então deu a volta ao salão com a súmula daquele jogo e para todo mundo sem fôlego falava: "Este é o jogo de um gênio" .
Sim, eu me lembro que, eu tinha 13 anos (risos). Quero agradecer Nikitin pela boa promoção que fez de mim, então. Ele é uma figura de autoridade, e eu sequer ouvi falar sobre isso quando voltei para casa. Sim, ele também previu um grande futuro para mim.

E você ficava embaraçado ou perturbado por toda a conversa sobre ser gênio?
Eu vou dizer outra vez: Eu nunca me considerei um gênio do xadrez, e eu nunca foquei nas avaliações de outras pessoas. Eu também reajo a elas com calma .


Eu não sei. Eu nunca pensei sobre isso. Parece-me (parar para pensar), que o computador não tinha nenhum tipo de influência fundamental sobre mim, pessoalmente.

Isso é difícil de acreditar ... Você se destaca justamente por estar pronto para jogar qualquer posição "em vista", e estar pronto para defender as posições onde os "estranhos" movimentos da máquina são necessários .
Mas isso é como era. Posso dizer que nos primeiros anos eu não usei a ajuda da máquina, nem mesmo como um banco de dados! Naquela época, eu simplesmente colocava um tabuleiro em minha frente, pegava os livros que eu estava estudando no momento e estudava. E a primeira vez que eu precisei de um computador para o xadrez foi quando comecei a jogar na Internet.
Honestamente, quando eu tinha uns 11-12 anos eu nem sabia o que era ChessBase. Sei que soa pouco plausível ouvir isso da minha boca – e a maioria das pessoas me consideram um produto do "computador de xadrez". Não tinha para mostrar aos meus treinadores bases de dados, ou a minha análise .

Você tem algum caderno da infância com as análises que podem ser "prova documental" disso? Há alguma "testemunha viva"?
É claro que não foi de qualquer maneira, mas você pode simplesmente pedir ao meu pai. Todas as anotações , eu não tenho certeza. Particularmente não fazia.


Portanto, o seu entendimento de xadrez, o seu sentido posicional - é tudo humano?
Acho que sim. Meu entendimento de xadrez fundamental foi formado sem o envolvimento da máquina. Essa foi a minha abordagem ao xadrez, a minha ideia da luta.

Em seu estilo

Você pode se chamar de tático ou estrategista?
Eu me chamo um otimista! Na realidade eu não tenho qualquer preferência clara no xadrez. Eu faço o que eu acho que as circunstâncias exigem de mim - eu ataco, defendo ou levo para o final. Ter preferências significa ter pontos fracos.

Você poderia comparar suas impressões depois de uma vitória em um final ou de um ataque sutil, destruidor? Será que realmente não diferem em nada para você?
Eu realmente não sei o que eu mais gosto no xadrez! Entre outras coisas, em um jogo posso destacar o sentimento dele quando acaba, quando você percebe que você criou algo que realmente vale a pena . Mas algo como isso acontece muito, muito raramente. Ao longo de todo o curso da minha vida - apenas algumas vezes.

Bem, e se você é apenas um espectador, que tipo de jogo você gosta mais?
Eu não sei. Eu gosto da luta em si.


Aberturas

Carlsen concorda com a ideia de que o estudo das aberturas ocupa por volta de 80% do tempo de preparação do jogador, por isso a seguinte pergunta:

Vendo seus jogos e tomando por base o Memorial Tal, nas primeiras quatro rodadas você poderia ter marcado 0 em 4, dada as aberturas, mas não, você marcou 3,5 em 4. E assim você tem superado constantemente seus adversários ...


Provavelmente isso ocorre porque eu amo o meio-jogo e final muito mais do que a abertura. Eu gosto quando o jogo se transforma em uma luta de ideias e não uma batalha entre análises caseiras. Algo que, infelizmente, não muitas vezes acontece.

Não diz respeito a você?
Até certo ponto, mas que posso fazer?

Se dedicar mais na abertura, como os outros fazem ...
 Eu já trabalho mais nela do que quero.

Mas, ao mesmo tempo,  você é geralmente inferior a eles?
Sim. Não é segredo para as pessoas que minha preparação na abertura é inferior a de Anand, a de Kramnik e muitos outros. Eles têm bem mais experiência e idéias preparadas. São grandes especialistas nisso! Eu tento colocar minhas peças de maneira correta no tabuleiro, para que a vantagem deles não sejá tão grande a ponto de eu perder imediatamente.

Sobre o trabalho com Kasparov

Que impressões o trabalho com Kasparov deixa em você? Se não for um assunto proibido.
Não, não é um problema. Começamos a trabalhar juntos em 2009, e trabalhamos bem de perto por mais de um ano. Tivemos reuniões pessoalmente, bem como constantes conversas no Skype. Analisamos muita coisa juntos, jogamos, trocaram opiniões.

Qual foi o principal benefício que você teve em trabalhar no jogo com ele?
Graças a ele eu comecei a entender toda uma classe de melhores posições. É claro que ele sabia muito mais do que eu. Às vezes era difícil manter-me com a velocidade e profundidade de sua análise, mas menos freqüentemente do que quando estávamos na mesma sintonia. O que posso dizer: foi uma experiência única para mim. Kasparov deu-me uma grande ajuda prática.

Ele estava espantado com o nível de sua preparação na abertura?
Sim, ele ficou chocado com o quão pouco eu sabia ... Mas não se concentrou sobre essa questão. Ele compartilhou os seus métodos de trabalho da abertura comigo, e eu sou grato a ele. Graças a ele eu avancei nessa área.

O que mais Kasparov compartilhou com você?
Ele me disse muito sobre as peculiaridades da luta, e muita coisa sobre determinados jogadores de elite. Ele tem uma visão muito original sobre os melhores jogadores do mundo.

Você se atordoou com a energia que ele ainda tem com 46 anos?
Sim, ele é muito homem "enérgico"! Parece que ele simplesmente compartilha sua opinião com você, mas na realidade ele está ditando como você deve agir ...

Vocês avaliavam as posições de forma muito diferentes?
Uma grande quantidade ... Kasparov é um pesquisador, e ele olha para todas as posições como se fosse um teorema que deve ser provado, enquanto eu sou mais pragmático - eu procuro a melhor forma de usar as oportunidades para ambos os jogadores. Ele tenta de tudo para trazer uma avaliação final, + - ou - +, enquanto eu não sou tão meticuloso, e a principal coisa para mim é encontrar um caminho que vale a pena seguir. De algumas coisas que ele disse que eu percebi que a minha abordagem é amplamente associada por ele com a forma como tomou decisões Karpov. Que ele conhecia como ninguém mais - eu não posso dizer que foi desagradável para mim ouvir essa avaliação ...

Você muitas vezes competiu com Kasparov?
No tabuleiro? Sim, nós jogamos um monte de jogos blitz! Foi uma batalha interessante. Às vezes era difícil para ele - você podia sentir que ele estava meio sem prática.

De seus jogos você pode imaginar quão forte Kasparov foi em sua juventude?
Ele é um jogador fantástico. Eu nunca vi alguém ser tão dinâmica em posições complexas. E ainda em seus 40 anos! Claro, teria sido muito interessante jogar contra Kasparov naquela época, mas como você sabe, nós não podemos voltar no tempo ... Eu acho que teria sido um desafio maravilhoso. Eles dizem que Karpov também foi magnífico em sua juventude.

Você se arrepende de que a sua cooperação com Garry finalmente chegou ao fim?
Eu não sei. Há um tempo para tudo ... Kasparov e eu nos separamos em termos, perfeitamente amigável, sem se ofender. Eu considero que ele tenha me dado uma grande quantidade de conhecimento útil. Acho que foi interessante para ele também. [...] Ninguém pode dizer como as coisas seriam agora se tivéssemos continuado a trabalhar juntos. De onde eu estou hoje acho que a divisão foi o passo correto.

Em um sentido você conseguiu tudo o que queria de Kasparov?
Pode ser que sim, embora não haja garantias. Talvez em algum momento me arrependa da minha decisão. Mas talvez não...

De seus treinadores e de outros, ficou claro que Kasparov ficou desapontado que tenha terminado a parceria, como se você virou as costas para o "conhecimento sagrado" ...
É difícil para mim julgar. Talvez eu o  tenha desapontado, mas essa foi a minha escolha.


E a vida segue? 
Sim, exato! Me parece que é um erro reduzirmos a nossa vida a apenas uma ou duas escolhas. Tomei o caminho errôneo - e pronto. Penso que não funciona assim. Não creio em "erros fatais". E mesmo que eu cometa alguns erros, são os meus erros, e assumirei a responsabilidade por eles.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Exercícios (02/01/12 - 05/01/12)

Durante as Férias Escolares, estarei postando exercícios de Xadrez para que nossos enxadristas continuem seus treinos!
Deixe suas respostas nos comentários!
Deixarei as respostas nos comentários dia  05/01/12.
Brancas jogam e dão mate em 2 lances

Pretas jogam e dão mate 1 lance

Brancas jogam e dão mate em 2 lances

Pretas jogam e dão mate em 1 lance

Brancas jogam e dão mate em 1 lance

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A História do Xadrez

O texto que você verá a seguir é uma teoria sobre a criação do jogo de Xadrez:

"Em um reino muito distante havia um rei que estava muito triste. Sua vida era monótona.
Um dia, afinal, o rei foi informado de que um moço brâmane solicitava uma audiência que vinha pleiteando havia já algum tempo. Como estava, no momento, com boa disposição de ânimo, mandou o rei que trouxessem o desconhecido à sua presença. E o jovem começou a falar:
– Meu nome é Lahur Sessa e venho da aldeia de Namir, que trinta dias de marcha separam desta bela cidade. Ao recanto em que eu vivia chegou a de que o nosso bondoso rei arrastava os dias em meio de profunda tristeza, amargurado pela ausência de um filho que a guerra viera roubar-lhe. Grande mal será para o país, se o nosso dedicado soberano se enclausurar, como um brâmane cego dentro de sua própria dor. Deliberei, pois, inventar um jogo que lhe desse alegria novamente. E é isto que me traz aqui. Como todos os soberanos, este também era muito curioso, e não aguentou para saber o que o jovem sábio lhe trouxera.
O que Sessa trazia ao rei consistia num grande tabuleiro quadrado, dividido em sessenta e quatro quadradinhos, ou casas, iguais. Sobre esse tabuleiro colocavam-se, não arbitrariamente, duas coleções de peças que se distinguiam, uma da outra, pelas cores branca e preta, repetindo porém, simetricamente, os engenhosos formatos e subordinados a curiosas regras que lhes permitiam movimentar-se por vários modos.
Sessa explicou pacientemente ao rei, aos monarcas, vizires e cortesãos que rodeavam, em que consistia o jogo, ensinando-lhes as regras essenciais. (...) Depois, dirigindo-se ao jovem brâmane, disse-lhe:– Quero recompensar-te, meu amigo, por este maravilhoso presente, que de tanto me serviu para o alívio de velhas angústias. Diz-me o que queres, qualquer das maiores riquezas, que te será dado.
– Rei poderoso, não desejo nada. Apenas a gratidão de ter-te feito algum bem que basta.– Causa-me assombro tanto desdém e desamor aos bens materiais. Por favor, diga-me o que pode ser-te dado. Ficarei magoado se não aceitar;
– Então, ao invés de ouro, prata, palácios, desejo em grãos de trigo. Dar-me-ás um grão de trigo pela primeira casa, dois pela segunda, quatro pela terceira, oito pela quarta, dezesseis pela quinta, e assim sucessivamente, até a sexagésima quarta e última casa do tabuleiro.
Todo mundo ficou espantado com o pedido. Tão pouco!
– Insensato, chamou-lhe o rei, donde já se viu tanto desamor pelos bens materiais? Chamou então, o rei, os algebristas mais hábeis da corte, e ordenou-lhes que calculassem o valor. Após muito tempo, voltaram:
– Rei magnânimo! Calculamos o número de grãos de trigo que constituirá o pagamento e obtivemos um número cuja grandeza é inconcebível para a imaginação humana.Nem em 2 mil anos tanto trigo será produzido! Lahur Sessa abriu mão de seu pedido, mas mostrou ao rei uma nova maneira de pensar. Ganhou com isso um manto de honra e ainda 100  sequins de ouro."

Texto retirado de "O Homem que Calculava" de Malba Tahan

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL

Os integrantes da Oficina de Xadrez desejam a todos um Feliz Natal!
Que esse Natal seja repleto de festas, amor, paz, felicidade e harmonia!


O Jogo da Vida

"Comparo a vida com uma partida de xadrez.
É preciso ser estrategicamente perfeito para vencer. Todo lance deve ser analisado com cautela.
Um descuido, levamos xeque-mate, perdemos todo um trabalho começado, voltamos à estaca zero.
Muitas vezes deparamo-nos com uma encruzilhada. E agora? Que caminho seguir? Que decisão tomar? Qual o melhor lance a ser feito? Diante do tabuleiro a posição das peças pode nos oferecer várias opções de jogadas. Muitas podem parecer boas. 
Geralmente, apenas uma conduz à vitória. Da nossa escolha depende o sucesso ou o fracasso. 
E após constatar que fizemos a escolha errada, segue um amargo arrependimento. Assim na vida!
No xadrez inexiste o fator “sorte”. Tudo depende da precisão com que jogamos. Pensando bem, no jogo da vida, o que chamamos “sorte” também é consequência daquilo que somos, daquilo que fazemos, da habilidade com que guiamos nossos passos.
Jogando xadrez, em certas ocasiões, é necessário ter coragem. Mover as peças de maneira ousada. Fazer um sacrifício. Não perder a iniciativa. Ou seja, não temer desistir do bom para buscar o melhor. Arriscar. E principalmente quando se está em desvantagem. Afinal, não é melhor perder arriscando, do que perder sem ao menos ter feito algo para buscar a vitória?
O destino nos prega peças. Quantas vezes você considerou uma “partida” ganha, mas uma reviravolta mudou a sorte do jogo? Estamos submissos a imprevistos. Muitas coisas podem acontecer de uma maneira contrária a que estamos calculando. Quantas vezes já fomos traídos pelo excesso de confiança? Quantas vezes tudo parecia ir pelo caminho certo, mas o oponente ainda conseguiu nos superar? Quantas vezes a vitória estava em nossas mãos e escorreu pelos nossos dedos? Falta de sorte? Certamente não. 
Então, que peça foi movida erradamente, ou, que falha cometi? Arrogância demais? Prepotência demais? Ou foi o contrário: timidez demais, falta de iniciativa, falta de coragem...
Assim, é necessário jogarmos para ganhar, mas também devemos estar psicologicamente preparados para uma eventual derrota. Porém, da mesma forma de que vez em quando perdemos, o futuro pode nos trazer a agradável surpresa de uma vitória, ainda que a batalha pareça perdida.
A perseverança, o sacrifício, a dedicação e o bom senso sempre são recompensados por Deus. É aí que podemos estabelecer a analogia mais importante entre o xadrez e a vida: nunca devemos desistir sem lutar.


Paulo Antônio dos Santos