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domingo, 17 de março de 2013

Filmes de Xadrez



• Sinopse: "Bobby Fischer Against the World" é um documentário que explora a vida trágica e bizarra do falecido mestre do xadrez Bobby Fischer. O drama da carreira de Bobby Fischer foi inegável, desde a sua infância perturbada, a seu status de estrela do rock como Campeão do Mundo e ícone da Guerra Fria, a sua vida como fugitivo. Este filme explora um dos personagens mais famosos e misteriosos do século XX.




• Sinopse: Menino de sete anos de idade apresenta talento extraordinário para o xadrez. Seu pai, um cronista esportivo, começa a inscrevê-lo em torneios, nos quais é tido como uma revelação. A busca pelo sucesso ameaça tornar-se obsessiva, mas pai e filho têm uma rara oportunidade de reavaliar sua relação.




• Sinopse: Mestre de xadrez disputa torneio em ilha da Nova Inglaterra. Ao seu redor começam a acontecer assassinatos de mulheres e ele é considerado o principal suspeito. A polícia pede ajuda a uma psicóloga que se apaixona pelo enxadrista mesmo tendo sérias dúvidas quanto à sua inocência.




• Sinopse: Fresh é um menino de 12 anos que corre pelas ruas do Brooklin transportando heroína e crack para os traficantes do lugar. Mas tem como ponto de honra freqüentar a escola para não desapontar a tia Frances. Em segredo, ele sempre passa pela Washington Square, onde seu pai (Samuel L. Jackson), um cara genial que acabou na miséria, joga xadrez e ensina ao filho os rudimentos de estratégia e análise. Quando por acaso Fresh testemunha o assassinato de um colega de classe, ele se torna um alvo em potencial. Levado a uma situação limite, o garoto põe a experiência e habilidade estratégica em ação, desenvolvendo um engenhoso plano para proteger sua vida e derrotar os assassinos.




• Sinopse: Antonius Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval.




Sinopse: O herói e a heroína desse filme são noivos. Mas o xadrez, "febre" do noivo e de toda a cidade ameaça a felicidade do casal. Será que o amor entre os dois é mais forte que o fascinante xadrez? O grande enxadrista cubano Capablanca também participa dessa jogada.




Sinopse: O herói e a heroína desse filme são noivos. Mas o xadrez, "febre" do noivo e de toda a cidade ameaça a felicidade do casal. Será que o amor entre os dois é mais forte que o fascinante xadrez? O grande enxadrista cubano Capablanca também participa dessa jogada.




Sinopse: Após a execução de um suposto serial killer, assassinatos semelhantes voltam a acontecer; uma peça de xadrez sempre é deixada no local do crime. Um ex-detevive com dons paranormais é reintegrado para a polí­cia para solucionar, junto com seu antigo parceiro, estes crimes atuais. Entre a culpa, por ter enviado o cara errado para a  cadeira elétrica e o desafio  de encontrar o novo serial killer. Os dois entram num jogo em que cada lance pode ser o final.




Sinopse: O filme narra a história de um menino que está aprendendo a jogar xadrez. A partir daí começam a acontecer muitas coisas nessa aventura. 


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Boxe-Xadrez, Um Desafio Para o Corpo e a Mente

A maneira mais simples de inventar um esporte novo é misturar dois esportes conhecidos. Assim nasceu, por exemplo, o futevôlei. É claro que se dois esportes são muito diferentes, sua combinação se torna quase impossível. A menos que se jogue um pouquinho de cada um, alternadamente.
Este é o princípio do boxe-xadrez. Os praticantes jogam quatro minutos de xadrez, descansam um, lutam três minutos de boxe, descansam um, jogam mais quatro minutos de xadrez e assim por diante, até totalizarem 11 assaltos (6 de tabuleiro e 5 no ringue).
Vence quem der um nocaute ou um xeque-mate. Se a partida terminar empatada, vence quem, segundo o juiz, marcou mais pontos sobre o ringue. Se a pontuação do ringue também for igual, ganha aquele que jogou com as pedras pretas.
Ainda que seja difícil de acreditar, este esporte tem praticantes e campeões. Há uma entidade que o controla, a World Chess Boxing Organization. Desde 2003, há torneios mundiais. O primeiro, realizado em Amsterdam, foi vencido por Iepe Rubinh. Outros jogadores de destaque são o jovem estudante de matemática russo, Nikolai Shakin, e o lendário búlgaro Thiomir “Titschko” Dovramadjiev.
Mas… Quem foi que inventou isso? A ideia original veio de uma história em quadrinhos do prestigiado desenhista e diretor de cinema Enki Bilal. Um artista alemão, IEPE, usou a ideia para uma performance artística. Logo, a prática de esporte passou ao que chamamos de “realidade”.
As regras de aceitação são bem rígidas. Os participantes devem ter entre 16 e 35 anos, treinamento físico e pelo menos 1800 pontos no ELO (o ranking mundial de xadrez). De acordo com WCBO, há 75 lutadores ativos no mundo e cerca de 800 aspirantes, inclusive mulheres. E espera-se muito mais, em particular da Rússia e da Ucrânia, onde há muitos praticantes em potencial.



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Peça Tocada, Peça Jogada!


No decorrer de uma partida de xadrez, o princípio fundamental a ser observado é: uma peça tocada, sempre que possível, deve ser obrigatoriamente jogada!

Inexorável e severa, a regra da ‘’piéce touchée, piéce jone’’ tem sido motivo de ocorrências singularese, de acordo com os didatas franceses François Le Lionnais e Ernest Maget, em seu ‘’dictionnaire des Éches’’, o caso mais pitoresco teve como palco a cidade de Viena, em 1922, durante uma competição de âmbito nacional.

Após 1. e4 d5  2. exd5 Dxd5, o jogador das brancas tocou inadvertidamente em seu rei e, ao ser obrigado a movê-lo: 3. Re2, ensejou 3. ... De4 mate! ( Diagrama abaixo)


Por mais espantoso que pareça, não pense que fatos dessa espécie só acontecem com distraídos amadores; mesmo os mais experimentados ases do tabuleiro têm sido vitimas de ‘’acidentes de trabalho’’ desse tipo, ocasionados pelos mais diversos fatores: excessiva tensão, fadiga mental, descuido e até mesmo, erro de direção!

Um exemplo significativo de semelhante tropeço aconteceu na partida entre os arqui-rivais Viktor korchnoi e Anatoly Karpov, no II Torneio Internacional ‘’SWIFT’’, em Bruxelas, 1987.




Na posição focalizada no diagrama, de perfeito equilíbrio na qual ambos os contenedores continuavam jogando apenas por teimosia e birra, Korchnoi ficou obnubilado e, com o Cavalo sob a mira de um Peão contrário, tocou no seu Rei e, ao ser compelido a jogá-lo, abandonou a partida, embaralhando as peças, visivelmente transtornado, não chegando sequer afirmar a planilha – numa reação compreensível, embora contrária à ética esportiva! O seu estado de ânimo era deplorável, mormente em face de ter como adversário aquele que foi seu maior obstáculo nas vezes em que tentou conquistar a  coroa de campeão do mundo!

Pouco depois, já refeito de tão impacto, apresentou suas desculpas ao árbitro pela saída abrupta da sala do torneio, assinou sua rendição e esclareceu que, pela segunda vez em sua carreira, sofreu semelhante ofuscamento.  

domingo, 22 de julho de 2012

Xadrez - Uma História de Encantamento!

Esse vídeo é muito legal, que achei no Youtube! 
É uma bela maneira de iniciar com ele o ensinamento desta arte milenar que é o xadrez!
Assistam e se divirtam!


terça-feira, 17 de julho de 2012

As Qualidades Do Xadrez


O xadrez pode desenvolver mais de 20 qualidades básicas muito úteis para a vida do ser humano: imaginação, concentração, planificação, previsão, memória, controle nervoso, capacidade de decisão, criatividade, organização, autocrítica, objetividade, intuição, capacidade de cálculo, visão espacial, sociabilidade, lógica, superação do fracasso e vontade, dentre outras! Além disso o xadrez é recomendado não só para os mais jovens, mas também para adultos, porque mantém suas mentes despertas e previne um dos males mais terríveis de nossa época, o Mal de Alzeimer!




terça-feira, 29 de maio de 2012

Você Sabia Que Também Pode Pensar Como Um Grande Mestre de Xadrez?


Recentemente, relevante estudo científico no qual se explica a atividade cerebral dos Grandes Mestres Internacionais de Xadrez foi divulgado pela respeitada revista Natura. A publicação ressalta, também, o porquê da diferença de nível dos enxadristas (nome que se dá ao praticante de xadrez) amadores.

De acordo com esses importantes estudos desenvolvidos, os Grandes Mestres Internacionais – GM´s -, ganham de seus rivais utilizando regiões diferentes daquelas usadas pelos restantes dos mortais.
A atividade no cérebro dos enxadristas ocorre principalmente nas regiões relacionadas com a memória no longo prazo, nas zonas frontal e parietal. Já para os aficionados, isso irá ocorrer apenas no lóbulo médio, que ajuda a codificar a nova informação, o que sugere a análise de novas situações. Quer dizer: trata-se de considerável desvantagem para eles.

Tal descoberta reforça a ideia de que o grau de expert (ser um forte jogador) depende dos esquemas armazenados na memória e que são recordados quando necessários. Os jogadores de xadrez são um bom modelo da Teoria dos Esquemas.

Um Grande Mestre estuda e pratica xadrez durante pelo menos 10 anos. Ele aprende mais de 100.000 esquemas e, com isso, pode reconhecer os elementos-chave mais rapidamente do que o enxadrista amador (comum).

Há anos que Adrian De Groot, reconhecido psicólogo holandês e Mestre Internacional de Xadrez, começou a publicar trabalhos sobre esse tema apaixonante. Sua tese principal diz que a maestria depende sempre da quantidade de esquemas ou pequenas unidades de informação que os experts têm armazenado na memória.

A diferença entre um Mestre e um jogador comum, portanto, praticamente não reside na capacidade de cálculo; mas, sim, no conhecimento acumulado, o que lhe permite reconhecer o plano estratégico a seguir em determinada posição, tendo que analisar menos quantidades de jogadas, visto que descarta quase automaticamente as más, e se concentra apenas nos poucos e melhores movimentos a efetuar.  

Os jogadores mais experientes já viram mais partidas, disse Speelman, o que significa, na prática, gastar menos tempo. É como aprender um idioma. Não é algo que se faz conscientemente. Com um grande número de esquemas é possível ver os melhores movimentos com rapidez, embora não se saiba quais são bons até que sejam comprovados.

E a boa noticia: os cientistas-investigadores utilizaram uma nova técnica que possibilitou localizar o momento e o lugar exatos do cérebro em que o processo de reflexão foi ativado. 

sábado, 21 de abril de 2012

Você sabia...

  • Cálculos matemáticos estabelecem que o rei, partindo da sua casa inicial (e1) e seguindo o caminho mais curto, ou seja, em 07 lances, pode atingir a oitava (8ª)casa 
    (e8) de 393 modos diferentes.


  • Um final de partida com o rei e a torre pode formar 216 posições diferentes de mate; um final de rei e dama contra rei: 364.



  • O Xadrez, a Música e a Matemática são os únicos setores da atividade humana em que se conhecem casos de crianças prodígio.


  • O Xadrez é disciplina escolar obrigatória na Romênia e as notas em Matemática dependem em 33% do desempenho no Xadrez.


  • No xadrez existem precisamente 169.518.829.100.544 quatrilhões (15 zeros) de maneiras de jogar apenas os dez primeiros lances. Para os 40 lances seguintes de um jogo inteiro, o número é estimado em 25 x 10 elevado a 115 potência. O número inteiro de átomos em todo o universo é apenas uma pequena fração desse resultado.


  • O campeão nacional absoluto mais jovem de todos os tempos e de todas as modalidades esportivas é um jogador de Xadrez. Trata-se do peruano Júlio Granda Zuñinga, campeão nacional aos 6 anos de idade.


  • Na década de 1980, na ex-URSS, por duas vezes um jogador de Xadrez foi eleito atleta do ano, destacando-se entre praticantes de todas as outras modalidades. Foram eles: Anatoli Karpov (1981) e Garry Kasparov (1985).


  • O Xadrez é o único esporte em que uma mulher conseguiu conquistar um campeonato numa competição mista contra homens. Trata-se da campeã húngara Judit Polgar, considerada a melhor jogadora de todos os tempos.


  • O Xadrez é a única modalidade esportiva que permite a uma pessoa enfrentar grande número de adversários ao mesmo tempo, em condições de aproximada igualdade.



  • Segundo o presidente da FIDE (Fédération Internationale Des Échecs), existem atualmente cerca de 500 milhões de pessoas que jogam Xadrez.


  • Vencendo Capablanca. Nos anos 1920s, o cubano José Raul Capablanca foi considerado uma máquina de jogar xadrez. Seu estilo era quase perfeito. Nenhum outro sofreu tão poucas derrotas quanto ele. Raros mestres puderam vencer Capablanca, e somente uma única e exclusiva vez: Botvinnik, Euwe, Keres, Reshevsky, Réti, Janowsky, Rubinstein... Mais raríssimos ainda foram os jogadores que conseguiram a proeza de triunfar sobre Capablanca mais de uma vez. Na verdade, apenas quatro mestres alcançaram essa glória suprema: Alekhine, Lasker, Spielmann e Marshall.


  • O jogo o mais longo de xadrez de todos os tempos jogados por jogadores top do ranking teve 269 movimentos de Ivan Nikolic e Goran Arsovic em Belgrado em 1989. Durou mais de 20 horas, e resultou em um empate.


  • Diz-se que há mais literatura devotada ao Xadrez do que para todos os outros jogos restantes juntos.


  • A palavra "Xeque-mate" vêm da frase persa "Shah Mat", que significa "o rei está morto".


  • Na série "Star Trek (Jornada nas Estrelas)", capitão Kirk e Sr. Spock jogaram o Xadrez três vezes. Kirk ganhou todos os jogos.


  • O primeiro Campeonato de Xadrez registrado aconteceu em Madrid em 1575. Giulio Polerio e Giovanni Ruy derrotaram Leonardo Lopez e Alfonso Ceron em uma série de jogos organizados pelo rei Filipe II.


  • O ex-campeão do mundo Jose Capablanca começou a jogar Xadrez com 4 anos, e ganhou de seu pai seu primeiro jogo também com 4 anos.


  • O movimento mais lento registrado foi de Francisco R. Torres Trois, levou 2 horas e 20 minutos para fazer um movimento em um jogo contra Luis M.C.P. Santos, em Vigo, Espanha em 1980. Trois tinha somente dois movimentos possíveis a considerar.
  • Judit Polgar da Hungria foi a mulher mais jovem a ganhar o status de mestre internacional em 1989 quando tinha 12, e a mulher mais jovem a ganhar o status internacional de Grande mestre em 1991 na idade 15.


  • A primeira aparição do xadrez em um filme foi em " The Wishing Ring " em 1914.


  • Dois reis podem ocupar no tabuleiro 3612 posições diferentes. Dois reis e duas peças quaisquer podem forma, aproximadamente, 12.000.000 de posições diferentes. Dez peças: 34.254.125.120.000.000.


  • A partida mais longa, terminada em vitória, é a que Wolf ganhou de Duras (Carlsbad, 1907): 168 lances, durando 22 horas e meia.


  • A Sra. J.W. Gilbert, 1879, numa partida por correspondência com G.H. Gossip, anunciou mate em 35 lances! (Steinitz comprovou a sua exatidão) Possivelmente, este é o mate anunciado de maior número de lances.


  • O Dia Internacional do Enxadrismo é comemorado todos os anos no dia 19 de novembro, data de nascimento de José Raúl Capablanca, considerado um dos maiores enxadristas de todos os tempos e o único hispano-americano a se sagrar campeão mundial.


  • O mestre pode. Um forte amador pediu ao GM mexicano Carlos Torre que analisasse uma de suas partidas. Torre não queria perder tempo com partidas de capivara, mas o jogador tanto insistiu que Torre concordou, embora sob uma condição: pararia a análise assim que constatasse um erro gravíssimo. Ficou combinado. O sujeito começou a mostrar a partida: 1.e4 e6 2.d4 d5 3.Cc3 Cf6 4.e5 ...Cg8. "Pode parar - disse Torre - esse lance preto é horroroso." O homem replicou: "Não é bem assim, maestro, a idéia do recuo do cavalo é sutil. Nimzowitsch, por exemplo, já experimentou esse lance e venceu!" Ao que Torre respondeu: "Nimzowitsch é um gênio, ele pode jogar isso. Mas você não, você tem que respeitar as regras de desenvolvimento das peças." Ah se todos nós lembrássemos dessa história!


  • Nomes curtos. O jovem Leonid Stein tinha acabado de perder para o veterano GM Salo Flohr. Para consolá-lo, Flohr contou uma piada: "Não fique triste. Olha, em breve os nomes curtos vão ser melhores do que os nomes longos. Veja por exemplo Liliental, um grande jogador no passado. Agora, quem se destaca é Tal. Com você vai ser assim também. Em breve, Bronstein vai ter que ceder o lugar para Stein!". Poucos anos depois, a "profecia" foi cumprida: Stein venceria três campeonatos soviéticos!


  • Com tabuleiro. Richard Réti e Alexander Alekhine encontraram-se no trem e começaram a analisar uma posição às cegas (sem o tabuleiro nem as peças, só de memória). Depois de alguns minutos, Alekhine virou-se para Réti e disse: "Olha, todos sabem que nós dois somos os melhores jogadores às cegas do mundo. Por que então não utilizamos um tabuleiro de verdade?".



  • Assassino de si mesmo. O GM húngaro Geza Maróczy era conhecido pela elegância e polidez com que tratava a todos. O GM letão Aaron Nimzowitsch era famoso exatamente pelo contrário, pelo mau humor e falta de tato com que tratava a quase todos. Certa vez, Nimzowitsch foi tão ofensivo que Maróczy reagiu convocando-o para um duelo no dia seguinte. O irado Nimzowitsch não compareceu ao encontro. Justificou-se assim: "Não vou contribuir para meu próprio assassinato."


  • Grande fígado. O GM inglês Blackburne foi um dos mais fortes jogadores do mundo nas últimas décadas do século XIX. Na lista de suas vítimas, incluem-se Steinitz, Tchigorin, Em. Lasker, Tarrasch, Pillsbury e Alekhine. Suas partidas eram especialmente inspiradas pelas bebidas alcoólicas. Conta-se que ele era capaz de esvaziar duas garrafas inteira de uísque numa sessão de partidas simultâneas. Morreu aos 83, idade bastante avançada para quem viveu, e bebeu, na sua época. Um grande cérebro e, pelo visto, um grande fígado.


  • Melhor para ele. Partida amistosa de uma amador contra um forte jogador. Ao amador dirigiu-se a Emanuel Lasker, que observava o jogo, e perguntou: "Qual o melhor lance nessa posição?". Lasker respondeu: "Jogue g2-g4." O pobre incauto seguiu o conselho e, inesperadamente, seu adversário respondeu com a dama, que deu o mate. Estarrecido, o indivíduo virou para Lasker e perguntou, meio sem acreditar, meio furioso: "Mas o senhor não disse que essa era o melhor lance?". "Sim - respondeu Lasker - o melhor para seu adversário." No fundo, essa era a maneira de jogar xadrez de Lasker: ele encaminhava a partida para posições em que seus adversários, perplexos, se interrogavam: "essa posição é boa, é óbvio, mas para qual de nós dois?"


  • Sumiço da torre. Na União Soviética, havia uma tipo de simultânea dada por dois grandes mestres que jogavam alternativamente. O GM1 fazia o lance contra todos os tabuleiros, que, em seguida, respondiam. Era então a vez do GM2 fazer os lances em cada tabuleiro. Depois das respectivas respostas, o GM1 retornava e assim a partida continuava. Certa vez, Averbach foi jogar um lance quando percebeu que estava com a torre a menos. Mesmo com a posição perdida, ainda fez dois ou três lances. Depois que a exibição acabou foi conversar com Bondarevsky: "Como é que você perdeu aquela torre?". Ao que Bondarevsky replicou: "Ué, eu perguntar exatamente isso!". Os dois se olharam e perceberam que tinham sido roubados pelo esperto amador.


  • Relógio. Conta-se que Garry Kasparov, o "Ogro", como dizem os espanhóis, tem o hábito de retirar o relógio do pulso assim que a partida começa. O relógio fica ali, sobre o tabuleiro. Quando Kasparov sente que a partida está chegando ao fim e que ele será o vencedor, pega o relógio e bota de novo no braço. Uma maneira sutil de dizer pro adversário: "Bom, vamos acabar logo com isso que não tenho tempo a perder." Pressão sobre o adversário? Sem dúvida. Mas já houve adversários que, pelo menos em algumas ocasiões, fizeram Kasparov esquecer do relógio.


  • Comandante Che. Ernesto Che Guevara, o comandante da guerrilha comunista vitoriosa na revolução cubana de 1959, ainda hoje aparece em estampas de camisetas. Ícone dos anos 1960s, talvez seja menos lembrado por suas idéias do que por sua imagem de jovem rebelde. Che Guevara era argentino e como tantos argentinos, um bom amador de xadrez. Existem fotos dele jogando xadrez e partidas anotadas. Jogou numa simultânea contra contra o fortíssimo GM Miguel Najdorf e conseguiu empatar ("tablas", como dizem nuestros hermanos argentinos.)


  • Pontapés. Tigran Petrosian e Victor Korchnnoi eram rivais há muito tempo na URSS. Quando Korchnnoi abandonou a URSS e se radicou na Suíça, a rivalidade parece ter aumentado. Afinal, agora nenhum dois precisava manter as aparências do "homem novo soviético". O vale-tudo da Guerra Fria permitia quase tudo. Então, as partidas entre os dois desenvolviam-se em dois planos. Em cima do tabuleiro, sangrentos combates produzidos pelo entrechoque das peças de madeira. Em baixo do tabuleiro, iradas batalhas de chutes, bicos e pontapés. Dor nas canelas dos mestres e dor na cabeça dos juízes. Como resolver? Os carpinteiros (que também fazem as peças...) construíram uma poderosa divisória de madeira para se colocada embaixo da mesa que isolaram os bicos de sapato dos dois futebolistas, digo, enxadristas.


  • Nomes de aberturas. Os nomes de aberturas podem ter várias origens: grandes jogadores (Defesa Alekhine, variante Lasker, ataque Panov-Botvinnik, sistema Petrosian, variante Polugaevsky, contra-ataque Marshall, contragambito Albin, estrutura Maroczy), países e nações (defesa francesa, abertura escocesa, defesa eslava, abertura catalã), cidades (variante Scheveningen, variante Leningrado,defesa Cambridge Springs, abertura vienense, sistema London), nomes exóticos (variante dragão, gambito elefante, hedgehog - porco espinho, ataque Grande Prix, defesa ortodoxa, variante Stonewall - muro de pedra, ataque baioneta) ou simplesmente termos técnicos ou descritivos (gambito de rei, abertura do bispo, defesa dos dois cavalos, variante cerrada, variante clássica, variante das trocas). Às vezes, as aberturas recebem mais de um nome. Por exemplo, abertura Ruy López e abertura espanhola, Giuoco Piano eabertura italiana, defesa Petroff e defesa russa, defesa escandinava e contra-ataque central, gambito Volga e gambito Benko.


  • Livro bom. Bogoljubow era conhecido pela auto-suficiência. Depois de ter escrito um livro muito bom de xadrez, andou perdendo algumas partidas de torneio. Sua conclusão não poderia ser outra: "Agora que todos leram meu excelente livro, fica fácil jogar de modo tão maravilhoso como eu."


  • Ar viciado. Mikhail Botvinnik era capaz das maiores proezas durante a preparação para um torneio. Como todo não-fumante, ele detestava a fumaça do cigarro. O que fez então? Jogou várias partidas de treinamento nas quais seu preparador, o GM Ragosin, propositalmente fumava e dava baforadas bem no rosto de Botvinnik! Isso sim é que é maneira de enfrentar pressão psicológica.


  • Mídia. Um grande mestre soviético ia participar de um programa na tevê de Moscou e estava um tanto nervoso. Pediu que a Mikhail Tal que fizesse uma sugestão: "O que devo falar amanhã, Misha?". Tal, sempre muito bem humorado, respondeu: "Diga para que ouçam o rádio. Estarei dando uma entrevista no mesmo horário!"


  •  Vitória no empate. Na última partida do match pelo campeonato mundial de 1935, o holandês Max Euwe precisava de apenas um empate para conquistar o título do russo Alexander Alekhine. No momento em que estava colocando as peças na posição inicial, Euwe esbarrou e derrubou o próprio rei. Então, dirigiu-se em voz a baixa ao adversário: "Doutor, aceito o empate a qualquer instante da partida." É óbvio que Alekhine não poderia concordar com o empate. Todavia, o desenvolvimento do jogo foi amplamente favorável a Euwe, que conseguiu dois peões a mais em posição totalmente ganha. Nada mais restou a Alekhine do que aceitar o empate e cumprimentar o vencedor do match.


  • Ele "enxerga"!?. O GM alemão Friedrich Sämisch dava uma exibição de simultâneas às cegas (sem ver o tabuleiro, jogando só com a memória). Na platéia, uma linda moça observava tudo com atenção. E Sämisch, claro, não tirava os olhos de cima da dama. No final da simultânea, a jovem não se conteve e protestou: "Isso é uma fraude. Ele não é cego conversa nenhuma. Enxerga tudo perfeitamente!"


  • Tática e futebol. Originalmente, o xadrez é um jogo militar. Não é à toa que utilizamos termos técnicos militares como estratégia e tática. Estratégia tem a ver com planejamentos gerais e profundos. Tática está ligada à execução direta. No futebol, o termo tático tem sido empregado de forma incorreta. Técnicos e jornalistas confundem tática com estratégia. O que chama de tática é na verdade estratégia: colocação dos jogadores em campo, posicionamento do ataque, tipo de marcação, etc são aspectos estratégicos. O drible, o passe em profundidade, a batida de falta é que são aspectos táticos do futebol. Quando o time brasileiro esquece qualquer "esquema de jogo" e parte para tentar resolver a partir da habilidade individual de cada jogador, então podemos dizer que houve um abandono da estratégia em favor dos golpes táticos. Tal como no xadrez, as surpresas táticas podem funcionar no futebol, mas o que normalmente garante a vitória é um bom planejamento estratégico.


  • Short e os malucos. Numa entrevista, o GM inglês Nigel Short comparou os tipos de stress que atingem as diferentes modalidades esportivas. No futebol, o jogador se contunde e é tratado por um médico ortopedista e um fisioterapeuta. E no xadrez? O equivalente da contusão é o stress, e, em casos mais graves, os distúrbios mentais. Nestes casos, os profissionais indicados são o psicólogo e o médico psiquiatra. Entretanto, poucos jogadores são capazes de admitir a necessidade de recorrer a esse tipo de profissionais. Existe preconceito ("Psiquiatra é coisa de maluco ou de madame"). Sensato, Short descarta a idéia de que o xadrez produza loucos. É o contrário: o xadrez tem alguma coisa que parece exercer uma grande atração sobre os malucos.


  • Os romanos antigos conheciam o xadrez? No filme Ben-Hur, estrelado por Charlton Heston, aparece rapidamente um tabuleiro de xadrez ricamente marchetado. Os romanos, provavelmente, conheceram o xadrez através dos gregos; preferiam, porém, o jogo de dados.


  • A época áurea do xadrez - Ocorreu durante certo período da idade média quando eram permitidas visitas de cavalheiros aos quartos das damas, desde que fossem para jogar xadrez. O elevado número de nascimentos oriundos deste costume, contudo, chamou a atenção da igreja, que conseguiu a proibição de tal prática.


  • Índios enxadristas –Edward Lasker escreve: “O escritor portugûes do século XVIII, De Barros registra o seguinte fato: Diego López, comandante da primeira expedição portuguesa, ao chegar diante de Málaca em 1509, estava jogando xadrez com um dos seus homens, quando um índio da tribo dos Bataks subiu a bordo. Este reconheceu imediatamente o jogo e discutiu com López a forma das peças de xadrez usadas na sua tribo”!“ Idêntica constatação foi feita por um curador da Universidade de São Petersburgo, que foi ao norte da Sibéria, em 1895, realizar estudos etnológicos e verificou que todas as tribos - Samoyedes, Tungusianas, Yakuts - tinham entusiásticos jogadores de xadrez. Escreveu ele: "uma partida dura horas e muitas vezes não termina senão no dia seguinte. A excitação, não raro, leva os jogadores a aumentarem as suas apostas ao ponto de a derrota no jogo envolver a ruína absoluta do vencido. Para começar, apostam-se as renas; depois os cães; depois as roupas; em seguida, todos os bens de um homem; e no final, até mesmo as mulheres são apostadas…"


  • A proibição do xadrez pelo aiatolá Khomeini - "O jogo de xadrez é contrário à lei islâmica, declarou o imã Khomeini ao governador da província de Teerã, a 18 de dezembro de 1979. Por que? Porque "o xadrez torna o homem mau", "destrói o pensamento" e, "quando se joga muito, provoca desequilíbrio mental". Além disso, "o xadrez estimula o ódio e a agressividade ao adversário". "Quem insistir em jogar xadrez, deve ter os pulsos cortados"!


  • O campeão de maior cultura - Emanuel Lasker, campeão mundial durante 27 anos, doutor em Filosofia, Matemática e Física. Ele argumentou que a teoria de seu amigo Einstein, não seria provada enquanto continuasse impossível demonstrar que a velocidade da luz no vácuo é infinita(ele estava errado). Einstein escreveu um prefácio de um livro seu. Lasker escreveu peças de teatro, projetou reformas sociais em The community of future e, durante a primeira guerra mundial, inventou um tanque. Fez parte da equipe olímpica alemã de bridge. Ele foi forçado a adotar o xadrez como meio de vida depois que constatou que as cátedras das universidades alemãs lhe eram vedadas pelo fato de ser judeu.


  • A proibição do xadrez pela Igreja Católica - Através de uma carta escrita em 1061 por Petrus Damiani, cardeal-bispo de Óstia, ao papa eleito Alexandre II, ficamos sabendo que "a loucura do xadrez" era considerada como uma das "vergonhosas frivolidades" proibidas pelo clero.


  • Yoga. Aaron Nimzowitsch descobriu que a prática de Yoga, a milenar prática física e mental indiana, poderia melhorar seu desempenho nos torneios de xadrez. Experimentava os movimentos do yoga nos próprios torneios. Enquanto o adversário meditava em busca do lance, Nimzowitsch ia para o chão e colocava-se de cabeça para baixo. Acreditava que desta maneira o sangue desceria para o cérebro e ajudaria a pensar melhor. Algumas vezes esse troço funcionou muito bem. Mas desconfio que se você não for Nimzowitsch, não fluirá tanto sangue assim para sua cabeça.


  • Endereço do hotel. Emanuel Lasker era um tanto distraído. Certa vez, hospedou-se num hotel e foi ao clube da cidade. Depois da simultânea e do jantar, oferecem carona de volta para hotel. Neste momento, Lasker percebeu que não sabia nem o nome nem o endereço do hotel onde havia deixado suas bagagens. Tiveram que percorrer a cidade inteira até encontrar o lugar correto.


  • Futebol. Quem joga xadrez é capaz de jogar futebol? O clichê é o jogador frágil, distraído e que derruba os objetos em seu redor. Mas as coisas não são bem assim. O esporte de Ljubojevic era o futebol e foi por causa de uma longa contusão que ele aprendeu a jogar xadrez, com já tinha 16 anos de idade (mais tarde, seria um dos dez melhores do mundo). O GM Peter Leko foi titular de um time juvenil húngaro. O melhor de todos, porém, foi o GM norueguês Agdestein. Forte jogador de xadrez, também foi titular da seleção norueguesa de futebol, autor de um gols importantes. Por exemplo, na vitória contra a Itália na Copa da Europa. Se o nosso leitor jamais fez gol contra a seleção da Itália, talvez possa um dia ostentar o título de Grande Mestre Internacional...


  • Moscou 1959. O torneio internacional em memória de Alekhine em 1959 teve um trio de vencedores: V. Smyslov, D. Bronstein e B. Spassky. Superam vários GMs, entre eles Vasiukov, Portisch, Larssen, Filip e F. Olafsson. Smyslov e Bronstein terminaram invictos. Spassky sofreu uma única derrota, para Smyslov, que venceu o torneio pelo critério SB. Smyslov tinha sido campeão mundial, Spassky conquistaria o título dez anos depois. Bronstein havia empatado o match de 24 partidas pelo título mundial, contra Botvínnik em 1950. Três gigantes da história do xadrez, todos os três ainda vivos (novembro de 2001).


  • Camisa velha. Contam alguns observadores mais atentos (e nós estivemos lá) que durante o interzonal do Rio de Janeiro em 1979, o soviético Tigran Petrosian jogou todas as rodadas exatamente com a mesma camisa. Superstição, falta de cuidado ou confiança na qualidade da lavanderia do Copacabana Palace? Sua esposa, Rona, era conhecida pelo cuidado com que protegia o marido. Bem, talvez Petrosian tivesse vários exemplares do mesmo modelo de camisa. Se a roupa ajudou eu não sei, mas o fato é que no final do interzonal, Petrosian estava entre os três classificados para o torneio de candidatos.



  • Nomes italianos. Nos séculos XVI e XVII e Itália viveu um esplêndido período cultural. Nomes como os de Leonardo da Vinci, Galileu, Michelangelo, Maquiavel e Monteverdi são glórias italianas e da humanidade. Esse florescimento intelectual certamente explica a importância dos jogadores italianos de xadrez naquele período. Alguns dos mestres da época publicaram os primeiros tratados teóricos do xadrez, entre eles o famoso livro de Grecco. Ainda hoje, alguns termos do xadrez italianos são empregados por jogadores de todo o mundo e em todos os idiomas. Por exemplo, fianchetto (pequeno flanco), gambito (perninha), ataque Fegatello ("pequeno fígado", certamente o frágil ponto f7 das pretas), abertura Giuoco Piano ("jogo suave").

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Treinamento

Em todo o esporte sério, você precisa treinar regularmente se quiser melhorar. O xadrez não é exceção. Assim como os boxeadores treinam para uma luta importante, os melhores enxadristas do mundo se preparam durante meses para uma final de campeonato mundial, estudando o estilo e a estratégia do adversário, e melhorando o próprio jogo.


PRÁTICA
Há exercícios simples para você praticar que são muito benéficos. Você pode combinar jogar com um amigo ou, se tiver um computador de xadrez, informar as posições e usar a máquina como parceira.
É extremamente importante saber como subjugar o adversário no final do jogo - as técnicas explicadas aqui ajudarão você a sentir confiança na vitória.


Os 3 passos a seguir vão ajudar a estimular seu xadrez mental:


1) Olhos - observe a posição cuidadosamente, prestando atenção, em particular, no último lance do adversário.


2) Cérebro - depois teste se o lance que você pensou está correto.


3) Mão - você só deve tocar na peça quando estiver absolutamente certo do seu lance. Pois, peça tocada, peça jogada!


☺Minha dica de exercício:




Quando há apenas poucas peças no tabuleiro, o rei se torna uma peça poderosa - em total contraste com seu papel anterior no jogo quando devia ser escondido o mais rápido possível. Este exercício visa a desenvolver sua habilidade em mover o rei. Se quiser adicione mais peões! 

domingo, 8 de abril de 2012

Computadores e o Xadrez

Desde os dias pioneiros da ciência da computação, nos anos 1940, os pesquisadores desenvolvem e constroem máquinas que jogam xadrez. Mas só no final dos anos 1980 surgiram computadores suficientemente
potentes para competir com os melhores jogadores do mundo.



COMO UM COMPUTADOR JOGA XADREZ?
Os melhores jogadores humanos de xadrez, usando a intuição, examinam talvez um ou dois ou três lances para cada posição. Depois de um por vez, o jogador decide qual é o melhor.

O computador "analisa" o xadrez de maneira muito diferente. Primeiro examina todos os lances possíveis para uma posição; então todos os lances possíveis após aqueles, e assim por diante. Não leva muito tempo para ele examinar, literalmente milhões de posições diferentes. Como cada posição tem um valor pré-programado, o computador pode então calcular o melhor lance.

Enquanto o computador examina muito mais posições, o jogador humano é muito mais seletivo na quantidade de lances que se considera inicialmente. Por isso, algumas pessoas argumentam que os humanos analisam uma posição com muito mais profundidade que o computador.



COMO VENCER SEU COMPUTADOR/PROGRAMA DE XADREZ
Computadores de xadrez de alto nível são agora bastante acessíveis. eles apresentam um tipo diferente de desafio aos adversários humanos. Há algumas dicas que ajudam a vencer o computador de xadrez:

  • Comece no nível mais básico, depois vá ao mais difícil.
  • Os computadores são brilhantes em táticas de curto prazo, portanto tome cuidado com suas peças. Fique atento para os garfos e as cravadas.
  • Os compuatadores não são tão bons nos planos de longo prazo - nisso, os humanos são muito melhores. Por exemplo, se você perceber um possível ponto fraco no outro lado do tabuleiro, não deixe de explorá-lo.
  • E se tudo isso falhar, tire o plugue da tomada!

O DESAFIO EXTREMO 

OS COMPETIDORES
Deep Blue                                                             Kasparov
                                   2 metros                            Altura                         1,8 metros
                                   1,4 toneladas                      Peso                           80 kg
                                   8 anos                                Idade                          34 anos                 
                                   32 processadores        Processadores                  50 bilhões de neurônios 
                                   220 milhões            Lances por segundo              2
                                   Elétrica                      Fonte de energia                Elétrica/quimica 

Em maio de 1997, aconteceu uma partida de xadrez que virou manchete no mundo todo. Garry Kasparov reinando como campeão mundial de xadrez e talvez o maior jogador da história, sentou-se para enfrentar Deep Blue, um computador de 1,4 toneladas, construído e operado por uma equipe de cientistas dos EUA.


KASPAROV VERSUS DEEP BLUE 
A equipe do Deep Blue tentara derrotar Kasparov por duas vezes, em 1989 e 1986. em ambas, o computador foi aniquilado! Em 1997, encontraram-se pra uma competição de 6 jogos. A equipe da IBM, por trás de Deep Blue, confiava que agora sua máquina era boa o suficiente para derrotar o campeão mundial. Porém, quando perguntavam a Kasparov antes do campeonato se o impensável podia ocorrer, ele respondeu; "Não é o caso de discutirmos se eu poderia perder. Eu nunca perco. Nunca perdi em toda a vida."


A GRANDE LUTA 
Na medida que prosseguia a competição, ficou claro que Deep Blue estava bem mais forte que um ano antes. Até o sexto jogo, o placar estava igualado. E então, pela primeira vez em sua carreira, Kasparov não resistiu. Depois de apenas uma hora - a duração média dos jogos de alto nível é de quatro horas -, sua posição estava em ruínas. Na cerimônia de encerramento, Kasparov estava lívido.
Gritou que se Deep Blue jogasse num campeonato regular, ele o teria "feito em pedaços."


O FUTURO
Kasparov nunca perdera antes uma disputa importante e estava desesperado por uma desforra. Infelizmente para ele, a equipe do Deep Blue se desfez depois do campeonato. Devemos então guardar nossas peças de xadrez e deixar o jogo para as máquinas? A resposta é: definitivamente, NÃO! As possibilidades do xadrez são quase ilimitadas. O xadrez de Deep Blue não era perfeito. Mesmo com computadores muito mais potentes, vai demorar para eles "solucionarem" o mistério do jogo, e provavelmente esse dia nunca chegará.

"Se um computador consegue vencer o campeão mundial, ele consegue ler o melhor livro do mundo, escrever as melhores peças e saber tudo sobre a história, a literatura e as pessoas." Garry Kasparov, campeão mundial.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Olhares Fixos e Sacudidelas

Tamanhas são as paixões despertadas pelo xadrez que, ocasionalmente, algum jogador quebra as regras para vencer. Mas muito mais comum que as fraudes são as "artimanhas para vencer".
Essa é a arte de perturbar o adversário, porém, dentro das regras do jogo. Em 1561, Ruy Lopez, um dos melhores jogadores da época, sugeriu posicionar o tabuleiro de modo que a luz do sol ofuscasse seu adversário!



COMPORTAMENTO ANTIESPORTIVO?
Uma tática comum é o jogador desenvolver certos maneirismos exagerados em frente ao tabuleiro.
Você pode reconhecer os seguintes tipos:

O espancador de peças atira uma peça bem no coração do exército do adversário, normalmente para desviar a atenção dele de outro local do tabuleiro.

O careteiro lança um olhar preocupado para a jogada do adversário, seguido de uma resposta rápida e um sorriso divertido.

O encarador é mais intimidante. O olhar fixo do campeão mundial Mikhail Tal enervou tanto um adversário, que este rebateu usando óculos escuros espelhados.

O sacudidor de mesa pode ser igualmente perturbador. É difícil se concentrar direito quando as peças estão balançando!
Tigran Petrosian usou essa tática contra Viktor Korchnoi em 1977. Korchnoi pediu para el parar, mas Petrosian desligou seu aparelho auditivo. Korchnoi retrucou com um chute por baixo da mesa. Para o jogo seguinte foi colocada uma divisória sob a mesa.



ULTRAPASSANDO OS LIMITES
A partida de xadrez que inspirou as maiores artimanhas foi a final do Campeonato Mundial de 1978, entre Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi. Sob tais circunstâncias politicamente carregadas, era impossível não haver uma enorme tensão durante o campeonato.



JOGOS MENTAIS
O parapsicólogo russo, Dr. Vladimir Zukhar, sentou na 1ª fila da platéia, olhando fixamente para Korchnoi durante todo o jogo.
Um dos membros da delegação de Korchnoi contra-atacou a possibilidade de uma interferência mental desleal: entregou ao Dr. Zukhar um exemplar do romance Arquipélago Gulag e sentou atrás dele durante o jogo, cutucando-o com a ponta de uma caneta.

Deixe registrado que Karpov ganhou o jogo!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Xadrez na Escola

Sendo um assunto que nos diz respeito diretamente, é sempre bom contar com o estímulo de "colegas" enxadrístas que nos fornecem informações preciosas e interessantes. É o caso de Natan Estivalet, que tem uma coluna no grupo do Xadrez Gaúcho. Divulgaremos então o link, para que nossos amigos possam compartilhar: http://xadrezgaucho.wikispaces.com/2011-ColunaNatan-Dezembro .

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Peões na Sétima - Ronald Câmara

A postagem a seguir foi retirada do Blog do Eider com o consetimento de nosso grande e querido amigo Eider Cruz, que é muito importante no xadrez de nosso estado!
A propósito, depois de seguirem o nosso blog, deem uma olhadinha no Blog do Eider e sigam!


Muito obrigado, Eider e Dr. Antônio Fabiano Ferreira Filho!


                                                                                                   Por Dr. Antônio Fabiano Ferreira Filho

Prezados Amigos,
Temos a grande felicidade de disponibilizar online para todos os enxadristas de nosso país uma preciosidade em forma de livro. Trata-se do Livro de crônicas enxadrísticas “Peões na Sétima”, de autoria do Dr. Ronald Câmara, campeão Brasileiro de 1960 e 1961.


 Clique  AQUI para fazer o download


O Dr. Ronald Câmara foi também durante quatro anos presidente da Zona Sul-Americana da "Fédération Internationale des Échecs" - FIDE. Durante esse período deu extraordinário impulso à prática do xadrez no Brasil, destacando-se, entre as suas realizações, o memorável Torneio Interzonal de Petrópolis em 1973.


Max Euwe e Dr. Ronald Câmara durante o Interzonal de Petrópolis em 1973.

O livro Peões na Sétima está esgotado e, graças à generosidade de sua esposa, a Sra. Rita Câmara, podemos todos agora desfrutá-lo em sua íntegra.

Esperamos também em breve poder disponibilizar as crônicas enxadrísticas publicadas pelo Dr. Ronald Câmara nas décadas de 70 e 80 e que são um testemunho e legado dos grandes duelos enxadrísticos dessa época áurea do xadrez.

Desejamos a todos uma ótima leitura!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quer Trocar de Cores?

Efim Bogoljubow foi um dos maiores jogadores de sua época, inclusive chegou a jogar as finais pelo Campeonato Mundial com Alekhine.
Era ucraniano de nascimento, mas viveu a maior parte da sua vida na Alemanha. Em uma partida amistosa, jogada com uma senhora (supostamente campeã feminina da Alemanha em 1935), se produziu a seguinte situação:


1)e4 e5  2)d4 d5  3)Cc3 dxe4  4)Cxe4 Cd7  5)Cf3 Cgf6  6)Ceg5 Be7  7)Cxf7 Rxf7   8)Cg5+





Bogoljubow, vendo o semblante preocupado de sua oponente, perguntou-lhe o que ocorria, ao que a senhora respondeu:

- Creio que estou perdida, porque se movimento meu rei para e8 ou f8 perco a dama e se movo para g8 perco a torre.

Bogoljubow respondeu amavelmente:

- O que podemos fazer, se lhe adequado, é trocar de cores.

A senhora aceitou, encantada. Após isso a partida continuou:

8)... Rg8  9)Cxe6 De8  10)Cxc7??? Bb4! mate


                               Uma das qualidades do xadrez é ser criativo!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quantas Jogadas Você Pode Calcular?

Conta a lenda que, há muitos anos, o todo poderoso Capablanca jogou contra um esperto enxadrista de Nova York.
Esquecendo-se momentaneamente que era invencível, Capablanca perdeu a partida. Ante esse imprevisto, os espectadores ficaram assombrados. Como pode um Campeão Do Mundo perder para um jogador muito inferior a ele?


Quantos lances à frente o senhor pode prever? - perguntou um africionado seu.
- Pelo menos 10. - respondeu o Campeão Do Mundo.
- E quantas jogadas você pode pensar antecipadamente? - perguntou ao ganhador da partida.


Ele respondeu:
- Só 1.
- Aqui há um paradoxo: como pode um jogador que só prevê 1 jogada ganhar de outro que pode antever 10??? 


Então o vencedor explicou:
- Eu penso só 1 lance, mas é sempre o melhor!!!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Paolo Boi

PAOLO BOI 1

Conta a lenda que, no final do século XVI, Paolo Boi, que era considerado o melhor jogador da época, enfrentou o diabo. Disfarçado de mulher, este desafiou o campeão. Depois de uma luta intensa, a posição no tabuleiro era a seguinte:


Paolo Boi anunciou ao diabo mate em duas jogadas:
1.Cxe6 Txf6   2.Txe5 mate


Se 1. ... Cec6  2.Dxf5 mate




PAOLO BOI 2

O diabo, com sua poderosa magia, converteu a dama branca em preta de forma que a posição ficou assim:



Mas Paolo Boi, depois de um tempo de reflexão, teve uma inspiração divina e disse:
- Apesar de tudo, darei mate em dois lances da seguinte maneira:
1.Cb5 dxe7   2.Txd4 mate


Se 1. ... cxc4  2.Cc3 mate




PAOLO BOI 3

O diabo não ficou satisfeito com esta partida e se apresentou a Paolo Boi na forma de peregrino, voltando a desafiá-lo para uma partida. O diabo desta vez jogou com as brancas e, graças a seu poder malígno, chegou à seguinte posição ganhadora:


E o diabo anunciou mate em seis jogadas:
1.Txg7+  Rf6   2.Dxc6+  Txc6   3.Txc6+  Dd6+    4.Txd6+  cxd6   5.Cc7  d5   6.Cxd5+  Re6   7.Te7 mate.

Mas, Deus, que havia estado ao lado de Paolo Boi, fez com que o mate não ocorresse, já que, no momento em que o diabo ia realizar a jogada decisiva, percebeu que com ela formava uma cruz (diagrama a cima) e abandonou, irado, a partida!